O papel do TAE nas Instituições Federais de Ensino Superior

Aline Suzart Alves de Mattos (UFBA)*

Muito prazer, eu sou Técnico Administrativo em Educação, mas podem me chamar de TAE. Muitos me confundem com funcionários, cumpridores de ordens; outros com secretários de docentes. De forma alguma menosprezando tais atividades, mas não define quem sou e qual o meu papel.

Permita-me, então, me apresentar… sou servidor público da administração direta e autárquica federal, vinculada ao Ministério de Educação (MEC). Aos que não conhecem, servidor público é toda pessoa investida em cargo público, segundo a Constituição Federal de 1988.

Sou regido pela lei n° 8112, de 11 de dezembro de 1990, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais e a estrutura do plano de carreira do meu cargo é disposta na Lei nº 11.091 de 12 de janeiro de 2005, mais conhecido como PCCTAE (Plano de Carreira dos Cargos Técnicos-Administrativos em Educação).

Meu local de ocupação é em uma das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), tendo por atividade-fim o desenvolvimento e aperfeiçoamento do ensino, pesquisa e extensão.

Defendo e colaboro para um ensino público, gratuito e de qualidade oferecido a toda a sociedade; logo, meu público alvo é o cidadão.

No âmbito profissional, meu papel é contribuir para o cumprimento da missão das IFES, realizando diversas atividades administrativas, de gestão, assessoria, apoio, desenvolvimento, avaliação, execução, dentre muitas outras que culminem na concretização dos objetivos estabelecidos em seu planejamento estratégico. Ocupo lugar em quase (se não) todos os setores dentro das IFES e sem minha força de trabalho, dedicação, pensar e agir, não haveria universidades ou institutos federais. Não digo para me sobrepujar às demais categorias, mas por uma constatação.

Tenho plena consciência que desempenho um papel social e laboral indispensável e de extrema importância: zelo por uma educação de qualidade que forma cidadãos e profissionais conscientes de seus direitos e deveres e com competência para contribuir para a constituição de uma sociedade forte.

Ainda não tenho a visibilidade que gostaria dentro desse processo educativo e formativo do cidadão. Talvez um dos motivos seja justamente a falta de conhecimento das pessoas de quem sou e do que desenvolvo.

Esse sou eu, técnico administrativo em educação, ou TAE. Agora que você me conhece um pouco melhor, peço, além do seu respeito, empatia e valorização, que junte-se a mim e construamos uma educação eficiente para todos e todas.

* Aline Suzart Alves de Mattos é Técnica administrativa em educação, na Universidade Federal da Bahia, UFBA, e Bacharel em administração e especialista em Gestão Estratégica de Pessoas.

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